O acordo que coloca o Barezão Sicredi na grade da Rede Amazônica até 2031 não representa apenas uma mudança de emissora. Trata-se de um movimento de mercado. É o que explica o CEO da Footmart, empresa que gere o departamento comercial da Federação Amazonense de Futebol (FAF), o publicitário e empresário Roberto Peggy.
“Durante anos, o futebol regional foi tratado muito mais como tradição do que como ativo econômico. A paixão sempre existiu. O público também. O que nem sempre esteve presente foi a organização comercial necessária para transformar audiência em valor. Isso começou a mudar”, pontua o empresário que intermediou a negociação entre a FAF e a Rede Amazônica.
Peggy detalha como foi o processo de construção do novo contrato de transmissão do Campeonato Amazonense.
“O nosso trabalho foi no sentido de ampliar cada vez mais a visibilidade do produto futebol amazonense, e essa construção começa degrau por degrau, primeiro com o contrato de transmissão com a N Sports, que é uma emissora nova, que tem como um dos proprietários uma lenda do esporte brasileiro, que é o Galvão Bueno, e já nos coloca em uma prateleira na internet. Faltava o próximo passo, que era chegar forte na televisão aberta”, conta.
Antes de chegar à afiliada da Rede Globo em Manaus, a Footmart avançou em outros acordos comerciais, como o que instituiu o naming rights do Barezão com a cooperativa de crédito Sicredi. Há 11 anos, o Campeonato Amazonense não tinha naming rights.
“Construímos essa ponte com o Sicredi, porque era simplesmente inadmissível que um campeonato com mais de 100 anos de existência estivesse há tanto tempo sem naming rights”, aponta Peggy.
Após a assinatura com o Sicredi, a Footmart também intermediou contratos com a fornecedora de material esportivo Super Bolla e com o grupo Samel. Com a competição estruturada comercialmente e a chegada de novas marcas, foi iniciado o movimento para a TV aberta.
“Reunimos com o presidente Ednailson Rozenha, e ele nos autorizou a buscar uma nova casa para o futebol amazonense na televisão aberta, e nós procuramos a emissora que é a maior prateleira onde qualquer produto quer estar exposto, que é a Rede Amazônica”, relata o empresário.
A negociação avançou após reuniões entre as partes até a formalização do contrato.

O CEO do Grupo Rede Amazônica, Phelippe Daou Júnior, comentou o acordo e destacou a convergência de interesses que permitiu a celebração do contrato.
“Além do desejo da federação, nosso, mas também uma condição em que a própria Globo, a própria CBN tem hoje uma visão em relação aos afiliados, uma parceria muito profunda, permitindo, portanto, que nos seus espaços de programação você possa transmitir jogos, por exemplo, nesse caso jogos de futebol regionais locais. Então acho que é uma convergência de situações, seja o desejo da Rede Amazônica, seja o desejo da FAF e o desejo também da própria Globo de ter um conteúdo cada dia mais local, mais próximo da população, que termina viabilizando e assegurando, eu diria, o sucesso desse trabalho que hoje se inicia”, disse o empresário.
O presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Ednailson Rozenha, celebrou a nova conquista.
“O Campeonato Amazonense precisava dar esse salto. A chegada à Rede Amazônica é resultado de planejamento, organização e da construção de um ambiente comercial mais sólido para o nosso futebol. Não se trata apenas de transmissão. Estamos falando de posicionamento de mercado. O futebol amazonense passa a ocupar uma vitrine compatível com a sua história e com o potencial que tem de crescimento”, disse Rozenha.
O contrato entrou em vigor de forma imediata e tem vigência até 2031. “É um novo momento para o futebol amazonense, uma oportunidade única de crescimento e, tenho certeza, a partir de agora, vamos entrar em uma outra era de popularização do nosso esporte”, finalizou Peggy.
Fotos: Cris Fernandes/FAF e FAF/Divulgação
Fonte: Assessoria de Imprensa

