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Light Project, ferramenta digital criada por estudante da UFOPA, ganha fundamentação científica para aprendizagem autônoma de idiomas

Criado pela estudante da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) Ana Beatriz Guimarães Campos, a partir de sua própria experiência com o estudo de idiomas, o Light Project tornou-se objeto de investigação em um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A pesquisa conferiu fundamentação científica à ferramenta digital, desenvolvida para orientar estudantes na aprendizagem autônoma de línguas adicionais.

O interesse de Ana Beatriz por idiomas surgiu ainda na infância. Ao iniciar os estudos de forma autodidata, ela percebeu que, apesar da grande quantidade de conteúdos disponíveis na internet, faltava um caminho estruturado para orientar os estudantes.

“Mesmo com tantos materiais disponíveis, eu não sabia por onde começar. Foi dessa dificuldade que nasceu o Light Project, com o propósito de ser uma luz na jornada de quem deseja aprender um novo idioma de forma autônoma”, explica.

A iniciativa, inicialmente baseada em sua vivência, despertou interesse acadêmico e passou a ser investigada à luz de estudos sobre aquisição de línguas, aprendizagem autodirigida, metacognição e mediação tecnológica.

Segundo a autora, o TCC não apenas validou cientificamente a proposta, mas também apontou novas possibilidades de aperfeiçoamento e pesquisa.

A orientação da professora doutora Maria da Conceição Queiroz Vale foi essencial para transformar a experiência prática em objeto de investigação acadêmica.

“Ao transformar o Light Project em objeto de pesquisa, buscamos compreender e fundamentar os princípios que orientam a plataforma, relacionando referenciais da aquisição de línguas, aprendizagem autodirigida, mediação tecnológica e metacognição à proposta pedagógica do projeto.”

Desenvolvido na plataforma Notion, o Light Project reúne dez seções voltadas à organização dos estudos, incluindo planejamento, cronogramas personalizados, caderno de erros, autoavaliação e um espaço destinado a estudantes neurodivergentes. Também disponibiliza uma curadoria de materiais para inglês, espanhol, italiano, coreano e japonês, línguas faladas pela aluna.

O objetivo é oferecer um percurso estruturado que favoreça a organização dos estudos, o acompanhamento do progresso e o desenvolvimento da autonomia dos estudantes.

Pesquisa fortalece iniciativa

Embora já estivesse disponível ao público, o Light Project ganhou uma nova dimensão ao ser analisado no TCC. A investigação fortaleceu sua proposta pedagógica e consolidou a plataforma como um exemplo de inovação aplicada à educação.

A plataforma está disponível em formato digital, desenvolvida no Notion, mediante pagamento único de R$ 40, com acesso vitalício. O acesso pode ser adquirido pelo endereço de e-mail disponibilizado pela autora: anabeatrizcampos41@gmail.com.

Para Ana Beatriz, um dos principais resultados foi a validação acadêmica da iniciativa.

“Analisar como um artefato digital autoral pode materializar princípios relacionados à aquisição de línguas, à aprendizagem autodirigida e à metacognição representa uma contribuição importante para a área e reforça o papel da universidade pública na promoção da inovação e da pesquisa aplicada.”

Próximos passos

A expectativa é ampliar o alcance do Light Project por meio de novos estudos com estudantes e cursos de idiomas, investigando suas contribuições para a organização dos estudos e o fortalecimento da aprendizagem autônoma em ambientes digitais.

Também estão previstas atualizações na plataforma, com novos recursos voltados à acessibilidade, organização e inclusão.

“A aprendizagem autodirigida não é um dom reservado a poucos. É uma habilidade que pode ser desenvolvida com método e orientação. O Light Project nasceu para mostrar que qualquer pessoa pode assumir o protagonismo da própria aprendizagem e transformar esse sonho em realidade.”

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