Em mais uma iniciativa voltada à qualificação da informação em saúde, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) disponibiliza, nesta terça-feira (24/02), o Painel de Vigilância da Esporotricose no Amazonas. A ferramenta reúne dados oficiais dos sistemas e-SUS e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), alimentados pelas secretarias municipais de saúde.
Com atualização mensal, sempre na última terça-feira de cada mês, o painel apresenta o cenário epidemiológico da esporotricose em humanos e animais, fortalecendo a análise integrada do agravo no estado.
De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a proposta é ampliar o acesso à informação qualificada. “O painel é intuitivo e permite visualizar o panorama da doença em humanos e animais. Por se tratar de um agravo que exige atuação intersetorial, a informação organizada favorece a definição de estratégias específicas que envolvem saúde, meio ambiente, bem-estar animal, pesquisa e outros setores”, destacou Tatyana.
A assessora de Análise de Situação de Saúde da FVS-RCP, Leíse Fernandes, explica que o novo painel integra o conjunto de 16 painéis públicos mantidos pela instituição.
Segundo ela, desde os primeiros registros, em 2022, a esporotricose passou a ser acompanhada como agravo de interesse estadual. No Amazonas, foi estruturado inicialmente sistemas próprios para monitoramento dos casos humanos e animais.
“Com a recente incorporação da notificação dos casos humanos aos sistemas oficiais do Ministério da Saúde, houve maior padronização e fortalecimento da vigilância. Já os casos animais continuam sendo monitorados por sistema estadual próprio, o que permite uma análise integrada e estratégica do agravo no contexto da Saúde Única”, explicou Leíse.
Casos da doença
Entre 1º de janeiro a 24 de fevereiro de 2026, foram notificados 115 casos de esporotricose humana no Amazonas, dos quais 10 confirmados e 105 seguem em investigação.
Os casos confirmados correspondem a pessoas residentes em Manaus (6), Anamã (1), Manacapuru (1), Maués (1) e Rio Preto da Eva (1).
Esporotricose animal
No Amazonas, de 1º de janeiro a 24 de fevereiro de 2026, foram notificados 223 casos de esporotricose animal, sendo 190 confirmados e 144 em tratamento. Foram registradas 42 eutanásias/óbitos. A maior quantidade de animais é de gatos (97,9%), seguidos de cães (2,1%). Os animais envolvidos são, em maioria (70%), machos.
Sobre a esporotricose
A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes naturalmente no solo, em cascas de árvores e na vegetação em decomposição. A doença pode acometer humanos, gatos, cães e outros mamíferos.
A transmissão para pessoas ocorre quando o fungo entra em contato com a pele ou mucosas por meio de pequenos ferimentos, como arranhões, cortes ou lesões provocadas por espinhos e lascas de madeira contaminadas. Animais infectados também podem transmitir a doença por arranhaduras, mordeduras, secreções e contato direto com lesões.
Como medida preventiva, recomenda-se que cães e gatos não circulem livremente sem supervisão, reduzindo o risco de exposição. Diante de sinais suspeitos em pessoas ou animais, a orientação é buscar atendimento de saúde o quanto antes.
O Painel de Vigilância da Esporotricose está disponível no site oficial da FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br), reunindo dados atualizados sobre notificações no Amazonas e ampliando o acesso público às informações epidemiológicas.
FOTO: Edu Prado/FVS-RCP
Fonte: Assessoria de Comunicação da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP)

