Presente em estados do Norte e Nordeste, inclusive em territórios de difícil acesso, o Projeto Dignidade para a Infância, realizado pela Associação O Pequeno Nazareno em parceria com a Petrobras, por meio do programa Petrobras socioambiental, tem como missão promover cuidado integral a pessoas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa oferece atendimentos psicológicos e sociais, além de ações de orientação para o mundo do trabalho, fortalecendo trajetórias e ampliando perspectivas de vida para crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Com uma equipe multidisciplinar e duração prevista de 36 meses, o projeto vem produzindo impactos significativos, revelados nos relatos de participantes dos grupos terapêuticos, focais e das capacitações. São histórias distintas, mas atravessadas por um mesmo eixo, o resgate da dignidade por meio da escuta, do acolhimento e do acesso à informação.
Uma dessas histórias é a de Glauciane Antunes, 25 anos, de Manaus – AM. Mãe de duas crianças e grávida do terceiro filho, ela encontrou no Projeto Dignidade para a Infância um ponto de virada. Após conhecer a iniciativa durante uma ação de doação de alimentos, passou a integrar o Dignidade para as Minas, grupo socioemocional voltado a adolescentes e jovens mães. No espaço, Glauciane fortaleceu sua autoestima, passou a reconhecer seus direitos e compreendeu a educação como ferramenta central para transformar sua realidade. Motivada por esse processo, planeja retornar à escola este ano de 2026, ao lado do companheiro, com o objetivo de ampliar suas oportunidades e construir um futuro mais justo para sua família.
Em Belém – PA, a história de Maria Alice Farias Mendes, 50 anos, também se entrelaça ao trabalho do projeto. Em situação de vulnerabilidade social, com histórico de violência de gênero e uma rede de apoio fragilizada, ela passou a integrar o grupo terapêutico de mulheres vítimas de violência do O Pequeno Nazareno, após encaminhamento do CRAS Tapanã. No grupo, encontrou escuta qualificada e orientação psicológica, compreendendo que cuidar da saúde mental é parte fundamental do processo de reconstrução da dignidade e do fortalecimento emocional.
Já em São Luís – MA, Dona Maria Goreth, 63 anos, encontrou no grupo terapêutico Dignidade para Mulheres um espaço seguro para romper o silêncio que por anos marcou sua vida familiar. Antes isolada e desmotivada, ela passou a ressignificar suas relações a partir da escuta compartilhada e do acolhimento. Com o tempo, desenvolveu novas formas de comunicação, fortaleceu vínculos e recuperou a esperança. Hoje, reconhece no grupo a oportunidade de reencontrar sua própria voz e seguir adiante com mais equilíbrio, dignidade e paz.

Histórias como essas revelam que, quando o cuidado chega onde antes havia silêncio, o acesso a direitos, à escuta e ao acolhimento se transforma em ferramenta concreta de mudança. O Projeto Dignidade para a Infância segue, assim, reafirmando que promover dignidade é também abrir caminhos para novos começos.
Presente em 13 localidades do Norte e Nordeste, cerca de 10.140 crianças, adolescentes e mulheres devem ser beneficiadas nesta primeira fase. As 14 ações previstas abrangem proteção de direitos violados, fortalecimento de vínculos familiares, formação profissional, educação em direitos humanos, além de atividades ligadas ao esporte e ao meio ambiente. Com um total de 74 profissionais que fazem parte das equipes multidisciplinares.
O Projeto Dignidade para a infância
O Projeto Dignidade para a Infância é uma realização da Associação Beneficente O Pequeno Nazareno, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental
Sobre a Associação Beneficente O Pequeno Nazareno
Fundada em 1993, por Bernardo Rosemeyer, a Associação Beneficente O Pequeno Nazareno é reconhecida nacionalmente pelo atendimento integral a crianças e adolescentes em situação de rua, bem como a suas famílias e comunidades de deslocados internos localizadas em municípios do Norte e do Nordeste do Brasil. Sem fins lucrativos, a instituição dedica-se à promoção da dignidade, justiça e inclusão social, enfrentando preconceitos e influenciando políticas públicas para a transformação da sociedade.
Fonte: Assessoria de Comunicação

