Revista Manauara
Amazonas

Dia de Proteção às Florestas: condomínio na Amazônia integra moradia e natureza

Com mais de 50% de área verde preservada e corredores verdes entre os lotes, o Quintas de São José do Rio Negro foi planejado para integrar moradia e natureza no Tarumã

Nesta sexta-feira (17) é celebrado o Dia de Proteção às Florestas, e chama a atenção sobre a importância de iniciativas que buscam conciliar o desenvolvimento urbano à conservação ambiental. Localizado na Avenida do Cetur, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus, o condomínio Quintas de São José do Rio Negro destaca-se na região Norte ao implementar um projeto urbanístico que mantém a floresta integrada aos espaços de moradia. Situado a poucos minutos do Aeroporto Eduardo Gomes, o empreendimento mantém 300 mil metros quadrados de mata nativa integrada à sua estrutura.

Para fundamentar as intervenções no terreno, a equipe técnica da BTP Urbanismo realizou estudos complexos de avaliação ambiental antes do início das obras. O diagnóstico incluiu um inventário florestal detalhado e o levantamento da fauna silvestre local, requisitos que integram o processo de licenciamento ambiental. De acordo com a empresa, esses levantamentos serviram para mapear a biodiversidade existente e orientar a implantação do condomínio respeitando as características da vegetação existente.

O levantamento identificou quase 200 espécies de árvores e plantas distribuídas em 45 famílias botânicas. Entre elas estão angelim-rajado, abiurana, apuí, breu-branco, breu-vermelho, ingá-chichica, lourinho e sorvinha, compondo a paisagem natural preservada do empreendimento.

Um dos diferenciais do projeto técnico é a criação de corredores ecológicos integrados aos lotes residenciais. Cada terreno mantém uma faixa de vegetação preservada de três metros nas laterais e de cinco metros nos fundos, configurando um “muro” natural de seis metros de largura entre as propriedades. Essa configuração, além de garantir o isolamento acústico e visual entre as moradias, cria uma continuidade da vegetação entre os lotes, além de proporcionar maior privacidade e conforto aos moradores.

Segundo a bióloga Ana Cristina Cordeiro, responsável pelo projeto ambiental, mais de 50% da área total do condomínio permanece preservada, mantendo a configuração original da floresta e valorizando a integração entre os espaços construídos e a vegetação.

Na parte de engenharia e infraestrutura, o condomínio adotou soluções como a fiação elétrica totalmente subterrânea e o pavimento em blocos intertravados. A ausência de fiação aérea preserva a paisagem e contribui para um visual mais limpo das alamedas. O piso intertravado, por sua vez, permite uma maior permeabilidade do solo, facilitando o escoamento das águas da chuva e favorecendo a drenagem natural da água da chuva.

Futuramente, o condomínio contará com um programa de Educação Ambiental direcionado aos moradores e funcionários. O planejamento prevê a implantação de trilhas ecológicas monitoradas, uma horta comunitária e sistemas de reciclagem de resíduos sólidos. Também será distribuída uma cartilha informativa com dados sobre a fauna e a flora locais, orientando a comunidade sobre as práticas adequadas de convivência com o bioma amazônico.

O projeto foi concebido para oferecer um modelo de moradia que alia infraestrutura, contato com a natureza e valorização do patrimônio. “Nossa proposta foi desenvolver um condomínio que respeita as características da área e oferece aos moradores uma experiência de viver cercado pela floresta, sem abrir mão da qualidade urbanística”, afirma João Batista Pi, diretor da incorporadora responsável pelo Quintas de São José do Rio Negro.

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