A zona Oeste de Manaus ganha, no próximo dia 11 de abril, um novo marco de fé e arquitetura sustentável. A inauguração da Capela de São José do Rio Negro, localizada no bairro Tarumã, será oficializada com uma celebração solene conduzida pelo Cardeal Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner. O evento marca não apenas a entrega de um espaço de oração, mas a materialização de um projeto que buscou harmonizar o concreto com o ecossistema local, utilizando a luz natural como elemento central da experiência religiosa.
Situada dentro do residencial Quintas de São José do Rio Negro, a edificação rompe com a estética convencional de templos fechados e escuros. O projeto, assinado pelo arquiteto Paulo Lindemberg, utiliza uma estrutura assimétrica de pilares que permite a entrada da luminosidade solar em diversos ângulos durante o dia. Essa técnica, aliada ao uso de amplos painéis de vidro, faz com que os limites entre o interior da capela e a floresta ao redor se tornem quase imperceptíveis, proporcionando aos fiéis uma imersão total na natureza amazônica.
O altar da capela foi posicionado estrategicamente de frente para uma Área de Proteção Permanente (APP). A escolha garante que a mata nativa sirva de moldura natural para as celebrações, como batizados e casamentos, que já compõem a agenda futura do local. A engenharia do espaço utilizou a tecnologia de estrutura protendida, técnica que permite a criação de grandes vãos livres sem a necessidade de colunas internas excessivas, assegurando que nada bloqueie a visão da vegetação preservada.
A escolha da data e a presença da autoridade máxima da Igreja Católica na região reforçam a importância simbólica do espaço. Para o diretor da BTP Urbanismo, João Batista Pi, o momento é de realização de um compromisso que une história familiar e respeito à capital amazonense. O nome da capela e do empreendimento, inclusive, resgata o primeiro nome histórico de Manaus – o Forte de São José do Rio Negro -, estabelecendo uma conexão direta com as raízes da cidade.
“A entrega desta capela é a concretização de uma promessa que fizemos de oferecer um local de silêncio, paz e profunda conexão espiritual. Queremos que este espaço seja um ponto de acolhimento onde a arquitetura convida à contemplação, celebrando a vida no coração da nossa floresta e honrando a memória histórica do Amazonas”, afirma João Batista Pi.
Embora a capela tenha sido concebida sob a inspiração católica, a gestão do residencial destaca o compromisso com a diversidade religiosa. O empreendimento reforça que celebrações de outros credos e diferentes manifestações de fé poderão ser realizadas nas áreas comuns e nos três clubes disponíveis no complexo. A ideia é que o ambiente de bem-estar seja inclusivo, respeitando as diversas crenças dos futuros moradores e visitantes.
A inauguração do templo é o primeiro de uma série de marcos previstos para 2026 na região do Tarumã. O cronograma de expansão do local inclui a entrega de um campo de golfe de padrão internacional e o início das obras do complexo hípico, que contará com pistas de Hipismo e 3 Tambores, além de estrutura para equoterapia. O planejamento estratégico visa consolidar a área como um novo eixo de moradia de alto padrão, focado na integração com os recursos naturais do Rio Negro.

