Revista Manauara
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Buscas por informações sobre sarampo aumentam 550% no Amazonas, aponta pesquisa

Aumento na procura aconteceu principalmente após confirmação de casos da doença em Tabatinga; sintomas e vacinação estão entre os temas mais pesquisados

O interesse por informações sobre sarampo no Google aumentou 550% no Amazonas em setembro, em comparação com o mês anterior, segundo levantamento do Research & Innovation Center, núcleo de pesquisa da Afya. O crescimento nas buscas ocorreu principalmente a partir do dia 10 de setembro, quando a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) confirmou três casos da doença em Tabatinga, município localizado na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

Desde então, o número de casos confirmados no município chegou a cinco. O quinto registro foi confirmado pela FVS-RCP no dia 21 de setembro. Os casos envolvem três crianças, de 8, 2 e 1 ano, e dois adultos, de 24 e 18 anos. Segundo informações divulgadas sobre os casos, todos os pacientes são de nacionalidade peruana.

Entre os assuntos que despertaram maior interesse dos usuários estão os sintomas do sarampo e as indicações da vacina, demonstrando uma busca por informações relacionadas tanto ao reconhecimento da doença quanto às formas de prevenção.

Para a médica Bruna Borges, coordenadora do curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, o aumento na procura por informações pode contribuir para que a população reconheça sinais de alerta e procure atendimento de maneira adequada.
“É importante que as pessoas estejam buscando informação, principalmente diante da confirmação de novos casos. O conhecimento ajuda a população a identificar sinais e sintomas, entender como ocorre a transmissão e, principalmente, verificar se a vacinação está em dia. O mais importante é que essa busca seja feita em fontes confiáveis e que, diante de sintomas suspeitos, a pessoa procure um serviço de saúde”, afirma.

Sintomas estão entre as principais dúvidas – O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por meio de secreções respiratórias. Entre os sintomas mais característicos estão febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. As manchas geralmente começam no rosto e se espalham progressivamente pelo corpo.

De acordo com Bruna Borges, uma das dúvidas frequentes é justamente diferenciar os primeiros sinais do sarampo de outras doenças que também podem provocar febre e sintomas respiratórios.
“Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras infecções virais. Por isso, é importante observar a associação entre febre, tosse, coriza, conjuntivite e o surgimento das manchas vermelhas. A presença desses sinais deve servir como alerta para procurar avaliação médica, principalmente quando existe histórico de contato com um caso suspeito ou confirmado”, explica a médica.

O diagnóstico do sarampo deve ser realizado por profissional de saúde e, quando indicado, confirmado por exames laboratoriais.
Outra dúvida que ganhou destaque nas buscas está relacionada à vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS), a proteção é feita por meio das vacinas tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, e tetraviral, que inclui proteção contra varicela.

Para crianças, o esquema de rotina prevê duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Para adolescentes e adultos que não foram vacinados ou que possuem esquema incompleto, a recomendação deve ser verificada de acordo com a faixa etária e a situação vacinal.
A médica destaca que a dúvida sobre a necessidade de vacinação deve ser esclarecida com a equipe de saúde.

“Quem não sabe se recebeu as doses ou perdeu a caderneta de vacinação deve procurar uma unidade de saúde para verificar o histórico e atualizar a vacinação, quando houver indicação. Não é necessário esperar o surgimento de casos na região para verificar a situação vacinal. A prevenção é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de transmissão”, orienta Bruna.

O Ministério da Saúde também reforça que, em situações de surto ou de acordo com o cenário epidemiológico, podem ser adotadas estratégias específicas de vacinação. Por isso, a indicação de doses adicionais deve seguir a orientação das autoridades de saúde.

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