Revista Manauara
Cultura

‘Manaus é Plástico?’ traz obras de 29 artistas amazonenses inspiradas nas vivências de bairros da capital em exposição gratuita no Centro

Manaus recebe a partir desta sexta-feira, 23 de outubro, a exposição coletiva “Manaus é Plástico?”. Com curadoria do coletivo artístico Caramelos Trabalhando, a ação faz parte do projeto “De Olho no Meu Bairro” e reúne o trabalho de 29 artistas amazonenses. A entrada para a exposição é GRATUITA e a abertura ocorre a partir das 18 horas no Mercado de Origem da Amazônia – Complexo Boothline, localizado na rua Tamandaré, 22, Centro de Manaus. Após este evento, a exposição permanece no espaço até o dia 5 de novembro, podendo ser visitada das 9 horas às 17 horas, de segunda à sábado.

“Manaus é Plástico?” faz parte da segunda edição do projeto “De Olho no Meu Bairro”, uma residência artística que reuniu diversos artistas para pensar sobre arte, cultura e o local onde moram. Para Andrew Ponto, produtor cultural da ação, o objetivo de finalizar o projeto com esta exposição é reafirmar a diversidade da Amazônia. “Manaus ferve de arte contemporânea, dispõe de novos artistas, e com isso a ‘Manaus é plástico?’ brinda a longevidade e efemeridade da urbanidade manauara”, afirma Andrew Ponto.

Com obras de 29 artistas amazonenses, de 20 bairros diferentes da capital, “Manaus é Plástico?” também reforça o objetivo do projeto “De Olho No Meu Bairro” em aproximar vivências e paisagens distintas de cada área da cidade para mais pessoas. “Ao falarmos sobre os bairros, estamos focando nos seres e elementos cotidianos que concebem o que é a cidade”, define Andrew Ponto.

A exposição coletiva apresenta obras dos artistas: Ana Abreu, Marcos Túlio, Fernanda Castro, Rato Compacto, Drawsaji, Caio Tinoco, Sacilândia, Elis Regina, Vic.k, Ang, Nico, Brnda, Kai Uriel, Sindell Amazonas, Larissa Vitor, PHLucas, Ports, Vivian Evangelista, Raeylane, Randy Souza, Frernadas. Todos estes participaram da residência artística promovida pelo projeto “De Olho No Meu Bairro”. “Manaus é Plástico?” conta também com obras de oito artistas convidados que são: Stanley Deadboto, Madusa, Marieta, Rattta, Lenú, Rod, Lukka e Daniel Esteves.

“Manaus é Plástico?” é uma realização do coletivo Caramelos Trabalhando em conjunto com agentes culturais de Manaus. Já sobre as obras que integram a exposição, há produções em diversas linguagens como pinturas, colagens, instalações e performances. Para Manuo, responsável pelo apoio operacional da ação, a exposição “põe em prática o compromisso do projeto ‘De Olho no Meu Bairro’ de falar sobre a territorialidade através da pluralidade dos artistas emergentes da capital”.

Jasmim Durão participou das oficinas do projeto “De Olho no Meu Bairro” e agora integra a exposição coletiva “Manaus é Plástico?”. Ela diz estar ansiosa para a recepção de sua obra e está curiosa para ver o que os seus colegas vão produzir durante os dias finais de organização. “Vi o trabalho deles durante as oficinas e tenho certeza que vão entregar artes originais que podem surpreender a todos”, ela afirma.

Outro artista que também vai participar da exposição é Nico Telles, que espera que sua obra atinja uma grande quantidade de pessoas para que “possam refletir sobre suas relações com o meio em que vivem, sobre situações que já sofreram e já observaram em seus bairros”.

De Olho no Meu Bairro

Dos 29 artistas que irão compor a exposição coletiva “Manaus é Plástico?”, 21 participaram da residência artística promovida pelo projeto “De Olho no Meu Bairro”, realizado pelo coletivo Caramelos Trabalhando. Entre os meses de julho e agosto de 2026, os residentes participaram de diversos encontros, em diferentes zonas de Manaus, com a finalidade de ampliar seu repertório artístico e ter contato com outras paisagens urbanas da capital.

Andrew Ponto afirma que a realização das oficinas superou as suas expectativas e teve um saldo extremamente positivo. “Na Caramelos Trabalhando, acreditamos na educação como agente de transformação, e foi gratificante ver como os envolvidos na residência artística expandiram suas perspectivas por meio do diálogo entre teoria, prática e troca coletiva”, ele afirma.

As oficinas envolveram técnicas de uso de materiais alternativos/recicláveis para obras artísticas, moda sustentável, zines, cerâmica e serigrafia. Já os oficineiros de cada encontro foram, respectivamente, Sisi Rolim, Ariska Derii, Onça Clandestina, Lu Saturno e Ducoq.

Sobre as oficinas, Jasmim Durão diz que sua experiência foi libertadora, já que antes produzia apenas arte digital, “mas com essa oportunidade eu pude comprar meus primeiros materiais de pintura”. Ela ressalta também que se sentiu acolhida e que a experiência da residência artística lhe fez se sentir “uma artista de verdade”. “Claro que todos somos artistas, mas nessa residência, sinto que ‘desbloqueou’ algo em mim e agora já até comecei a preparar meus próximos trabalhos”, complementa Jasmim.

Já para Nico Telles, o período de oficinas foi uma experiência edificante para o seu portfólio e abrangente em relação ao seu conhecimento de artistas locais. “A troca de experiências com os residentes e as conversas com os facilitadores das oficinas agregaram bastante em conhecimentos sobre diferentes processos práticos apresentados”, ele ressalta.

Expectativas

Para Andrew Ponto e Manuo, a principal expectativa é que a exposição coletiva “Manaus é Plástico?” seja uma forma de abrir novos caminhos para os artistas que integram a ação. “Desejamos que ela venha como uma celebração e um contato direto entre os artistas e o público, a arte e o território, a natureza e o urbano, proporcionando reflexões sobre quem faz e quem vive a cidade”, eles completam.

Já Nico Telles diz que “Manaus é Plástico?” reúne uma interpretação mais sensível de cada região de Manaus. “A exposição final apresenta diversas visões artísticas recheadas de temas pertinentes abordados nas oficinas, unindo vivências de diferentes locais e resultando na ampliação de olhares voltados aos bairros”, ele afirma.

Jasmim Durão finaliza dizendo que o fim da residência artística “De Olho No Meu Bairro” com a exposição “Manaus é Plástico?” é gratificante. “Traz aquele gostinho de encerramento de ciclo, de celebração e vontade de repetir novamente. Porque me imagino daqui a alguns anos sempre voltando a mencionar essa exposição, que é a minha primeira e de muitos colegas também, então tudo isso é muito significativo”, ela conclui.

Este projeto é realizado com o apoio do Governo do Estado do Amazonas, do Conselho Estadual de Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, bem como do Governo Federal, através da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à cultura.

Sobre o coletivo Caramelos Trabalhando

O Caramelos Trabalhando é uma iniciativa cultural de Manaus (AM) que desenvolve projetos em artes visuais, formação artística e ações culturais voltadas à experimentação, memória, território e participação comunitária. Por meio de oficinas, exposições, residências e projetos colaborativos, busca fortalecer a produção cultural local e ampliar o acesso à arte e à cultura.

Serviço

O que: Abertura da exposição “Manaus é Plástico?”

Quando:  23 de outubro, a partir das 18 horas

Onde: Mercado de Origem da Amazônia – Complexo Boothline, localizado na rua Tamandaré, 22, Centro de Manaus

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