Revista Manauara
Educação

Instituições Nelly Falcão de Souza reforçam pioneirismo em educação ambiental com foco na preservação hídrica

Com quatro décadas de atuação sustentável, o grupo educacional utiliza tecnologia de reaproveitamento de água e projetos práticos para formar gerações conscientes em Manaus

O Dia Mundial da Água, no dia 22 de março, ganha um significado profundo nas Instituições Nelly Falcão de Souza (INFS). Compostas pelo Pinocchio Centro Educacional e o Colégio Martha Falcão, as unidades consolidam décadas de uma trajetória voltada à sustentabilidade, unindo infraestrutura inteligente e pedagogia aplicada. Mais do que uma data no calendário, a preservação dos recursos hídricos é tratada como um pilar estrutural que define a identidade das instituições, pioneiras no conceito de “Escola Sustentável” na região amazônica.

No Colégio Martha Falcão, a tecnologia trabalha silenciosamente em prol do meio ambiente. Sob o subsolo do playground, uma cisterna de grande porte atua como um reservatório estratégico para o armazenamento de água da chuva. O sistema, além de garantir o abastecimento para o sistema de combate a incêndios, utiliza bombas para direcionar o recurso para o uso em vasos sanitários e na manutenção de áreas verdes.

De acordo com a diretora executiva das INFS, Leilaine Saburi, o sistema possui uma função social e urbana que vai além dos muros da escola. “A cisterna coleta a água pluvial e a despeja na rede de esgoto de forma gradual. Esse mecanismo é fundamental em Manaus, pois evita que o volume de água saia do prédio em forma de enxurrada em dias de chuvas intensas, auxiliando na prevenção de alagamentos e reduzindo o impacto no sistema de drenagem da cidade”, explica a diretora.

Aliado à engenharia, o projeto pedagógico se estende ao Viveiro Martha Falcão, um espaço dedicado à produção de mudas frutíferas da Amazônia. Ali, os estudantes participam de experimentos com hortas verticais e caseiras, resgatando espécies nativas e compreendendo a interdependência entre a flora e o ciclo da água. O contato direto com a terra permite que as crianças visualizem como a vegetação protege o solo e mantém a umidade necessária para a vida no ecossistema local.

A vanguarda dessa consciência ambiental é personificada pelo Clube do Futuro Cientista, fundado há 40 anos pela patrona Martha Falcão. O clube promove atividades práticas, visitas técnicas e ações sociais, como o cultivo e a distribuição de mudas em bairros da periferia de Manaus. Essas ações integradas fortalecem a cultura de sustentabilidade entre colaboradores, alunos e famílias, criando uma rede de conscientização que ultrapassa o ambiente escolar.

A diretora geral das INFS, Nelly Falcão, reforça que a educação ambiental precisa ser tangível para ser eficaz. “Acreditamos que o contato com essas tecnologias e com o plantio seja uma forma de desenvolver a inteligência ambiental desde a infância. Ao verem a água da chuva sendo reaproveitada ou uma muda crescendo, os alunos promovem o senso de responsabilidade em relação ao planeta e entendem a urgência de preservar a biodiversidade e os recursos naturais”, destaca a educadora.

A prática do plantio, inclusive, é um dos temas centrais trabalhados com os estudantes durante os mutirões. A escola ensina que as árvores funcionam como mini-reservatórios naturais: as raízes facilitam a infiltração da chuva no solo, o que ajuda a recarregar os lençóis freáticos e proteger as nascentes. Essa abordagem técnica demonstra como a cobertura florestal é essencial para reduzir a temperatura local e prevenir a erosão que tanto afeta as margens dos nossos igarapés.

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